Loriga é uma vila que tem muita historia.
Acho que tem um potencial turístico significativo e para promover a vila, seria interessante dedicar um museu da indústria ( com as fábricas de lanifícios , malhas e têxteis) , um museu da agricultura ( com os moinhos e outros utensílios agrícolas...) , dos hábitos e costumes loriguenses ( trajes, objectos do passado, as tradições, maneira de falar com palavras típicas "loriguês"... ).
Fora o passado agrário e industrial, há também vestígios romanos e outros que poderiam ser apresentados em percursos pedestres marcados por setas desde o centro da vila ( o caixão da Moura, as pontes, as calçadas, as fontes as palheiras...).
Outra ideia: criar trilhas marcadas para permitir às pessoas de fazer caminhadas com toda a segurança e sem estragar o meio-ambiente. Isto falta em Loriga. Bem entendido seria mais para os turistas (e outras pessoas como eu) que não conhecem os caminhos circundantes de Loriga...e restaurar os caminhos que os nossos pais praticavam para ir à serra nos tempos passados...e também os caminhos das cabras etc.
Há muitos projectos em Loriga, o que a região precisa e deve investir! Sem dúvida, isso faz parte do património histórico e cultural do pais!
PS: Desculpar a minha escrita um pouco estranha...tento fazer todos os possíveis para me exprimir de maneira compreensível...
Uma pequena limpeza e...máquinas prontas a trabalhar!
Parada no tempo...a espera d'um Mecenas.
Estes são vestígios que necessitam ser preservados contra o tempo e o vandalismo, se nada for feito num futuro próximo, tudo vai desaparecer para sempre.
Ver mais fotos da Redondinha aqui : http://joaoamaro-fotografia.blogspot.com/

1 comentário:
Olá Dulce,
Eu olho sempre com imensa tristeza para a Redondinha. Cresci a olhar para ela e a ver homens e mulheres a trabalharem lá e habituei-me ao barulho dos teares. O meu avô nasceu na cozinha do solar e tanto ele como o meu bisavô foram guarda-livros da Redondinha, tendo o meu avô feito parte de 2 das sociedades que por lá existiram. Nas olho sempre para a Redondinha, não pelos meus avós, mas pela vida que aqueles homens e mulheres da nossa terra e da vida que eles davam aos teares. Lembro-me de um Verão ter voltado a Loriga e do telhado da fábrica velha já ter caído e quase chorei. A vida nunca volta para trás, mas é triste ver cair as coisas, mesmo quando não são nossas.
Votos de um excelente Fim-de-Semana,
João
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