LORIGA

Nasci numa pequena terra chamada Loriga, situada a 770 m de altitude na Beira alta ao meio da maravilhosa e luzente Serra da Estrela. É uma localidade muito pitoresca, situada num vale e circundada de montanhas que encantam os nossos olhos pela a sua beleza tanto ela é rara: coberta de pinheiros, salpicada de castanheiros, mimosas, giestas, urzes e outras plantas serranas. Uma fauna e flora espectaculares!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O poeta de Loriga

Segunda-feira à tarde, 27 de Julho 2009

O sol brilha como é de costume no verão em Loriga. Com os meus pais decidimos então ir dar um pequeno passeio pelo caminho que nos leva até à ponte romana.
Continuamos um pouco mais acima até à palheira do Sr António "Caloio" (António Alves Conde, Poeta e artista nos seus tempos livres -Poema expontânio)

Ouvindo-nos passar por ali, o Sr António, sai da sua palheira e com toda a sua simpatia, convida-nos a entrar e visitar o interior do seu pequeno paraíso. "- Entrai, entrai, tenho cá muitos abrunhos, se quereis, é só ir apanha-los!"
Ao lado da porta, o soldado GI Joe abria-nos os braços.
Até os gatinhos nos desejam "Bem vindos". Que lindos! Adoro felinos...
E lá fomos então; eu um pouco envergonhada...
Das janelas, podemos avistar Loriga, belo panorama.
A lareira, que serve a cozinhar e a aquecer
O nosso guia para visitar o quintal
Os tomates
Dentro do milho e a esquerda, um dos numerosos abrunheiros, são muito deliciosos e saborosos.
Mostrando as courelas
Apanhando as batatas
Que trabalho duro,é homem corajoso e ninguém lhe daria a sua idade.
Pequeno catavento artesanal,"-bzzzz-bzzzz"
Na sua "oficina".
Passamos um bom momento, Obrigado Sr António Alves Conde, e boa continuação com saúde e felicidade!
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Pequena historia familial:
Os pais de António Alves Conde moravam na casa mais antiga de Loriga, "O Comboio" no Reboleiro.
Sua mãe gostava muito do meu irmão Jorge quando era pequeno e que ainda morávamos em Loriga.
Quando o Jorge estava em casa da minha avó paterna com a nossa prima maior Maria do Carmo, a nossa avó Maria do Carmo ( antigamente era de costume meter o nome dos avós aos netos), dava de vez em quando bolachas a neta e ao neto nada, então o Jorge metia-se a chorar...
A mãe do António Caloio, a Ermelinda "da Vivória" enternecida pelas lágrimas do Jorge, ia depressa à mercearia comprar bolachas para lhe-as dar.
A senhora Ermelinda era muito amiga da nossa avó materna, Maria dos Anjos. Passaram muito tempo juntas. A minha mãe diz: "-Quando as duas moravam no Vinhô na mesma casa, uma debaixo da outra, eram mais amigas do que se fossem irmãs, até a vossa avó vir morar para o Prior Velho em Sacavém".

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