LORIGA
Nasci numa pequena terra chamada Loriga, situada a 770 m de altitude na Beira alta ao meio da maravilhosa e luzente Serra da Estrela.
É uma localidade muito pitoresca, situada num vale e circundada de montanhas que encantam os nossos olhos pela a sua beleza tanto ela é rara: coberta de pinheiros, salpicada de castanheiros, mimosas, giestas, urzes e outras plantas serranas. Uma fauna e flora espectaculares!
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Emblema
Brasão de Loriga
Há pouco tempo recebi uma mensagem a través FB dum bairrista do bairro da Sacor na Bobadela (hoje este bairro chama-se Petrogal mas já foi nomeado noutros tempos mais recuados, bairro Salazar ). Este senhor, Henrique José Simões Dias, me fez esta pergunta que publico aqui com sua autorização :
É que eu tenho uma recordação de infância (não posso precisar, mas talvez com 6 ou 7 anos), de um senhor já com alguma idade, homem simples e bem disposto e que eu acho que andou a trabalhar no Bairro por algum tempo, mas não sei em quê. E sei que ele foi à terra dele (Loriga - da qual dizia maravilhas), e prometeu trazer prendas para os miúdos. Quando ele regressou, eu estava doente com aquelas doenças dos miúdos, e estava de quarentena sem poder sair de casa. Ora nesse tempo não havia televisão nem nada para a gente passar o tempo. E ele pediu à minha mãe para me ir ver e levou-me um livrinho para pintar, e aquilo caiu-me tão bem que ainda hoje me recordo. Então passei o resto dos dias deliciado a colorir o livrinho.
E hoje andei à procura de umas relíquias de outros tempos, e deparei-me com um emblema (tipo pin) da Loriga. Julgo que tenha sido ele que me deu, ou então ao meu irmão.
E tudo isto, para tentar saber quem era este senhor, e se trabalhou lá nas obras, nos jardins ou na apanha da azeitona, ou na poda das árvores?
Desculpe este "testamento", e desde já agradeço por qualquer ajuda que me possa prestar.
Cumprimentos.
Depois de eu lhe ter dado reposta, tornou a mandar-me mensagem :
Aqui vai o emblema de Loriga, já muitíssimo antigo !
Lindo, não é ?!
Há pouco tempo recebi uma mensagem a través FB dum bairrista do bairro da Sacor na Bobadela (hoje este bairro chama-se Petrogal mas já foi nomeado noutros tempos mais recuados, bairro Salazar ). Este senhor, Henrique José Simões Dias, me fez esta pergunta que publico aqui com sua autorização :
* Desculpe esta abordagem, mas como me convidou para o grupo Loriga,
queria perguntar-lhe uma coisa, uma vez que morou no Bairro da Sacor:
se havia mais gente dessa terra que tenha lá morado?
É que eu tenho uma recordação de infância (não posso precisar, mas talvez com 6 ou 7 anos), de um senhor já com alguma idade, homem simples e bem disposto e que eu acho que andou a trabalhar no Bairro por algum tempo, mas não sei em quê. E sei que ele foi à terra dele (Loriga - da qual dizia maravilhas), e prometeu trazer prendas para os miúdos. Quando ele regressou, eu estava doente com aquelas doenças dos miúdos, e estava de quarentena sem poder sair de casa. Ora nesse tempo não havia televisão nem nada para a gente passar o tempo. E ele pediu à minha mãe para me ir ver e levou-me um livrinho para pintar, e aquilo caiu-me tão bem que ainda hoje me recordo. Então passei o resto dos dias deliciado a colorir o livrinho.
E hoje andei à procura de umas relíquias de outros tempos, e deparei-me com um emblema (tipo pin) da Loriga. Julgo que tenha sido ele que me deu, ou então ao meu irmão.
E tudo isto, para tentar saber quem era este senhor, e se trabalhou lá nas obras, nos jardins ou na apanha da azeitona, ou na poda das árvores?
Desculpe este "testamento", e desde já agradeço por qualquer ajuda que me possa prestar.
Cumprimentos.
Depois de eu lhe ter dado reposta, tornou a mandar-me mensagem :
* Agradeço-lhe imenso as diligências efectuadas, e pode crer que ajudou
sim. Eu era muito pequenino, e também não me recordo de mais pormenores.
Mas estou em crer que ele fosse dos ranchos que vinham apanhar a
azeitona, pois julgo que isto se passou num inverno.
Quanto ao emblema aí vai (frente e costas).
Com os melhores cumprimentos.
...e só tenho é a agradecer por todo o empenho relacionado com esta minha
história de infância. E confesso que já não importa se a pergunta ficar
sem resposta, pois uma coisa fiquei a saber: nessa terra há gente boa,
ainda que anónima. Quanto ao emblema aí vai (frente e costas).
Com os melhores cumprimentos.
Se algum loriguense (ou outra pessoa que não seja de Loriga) que leia esta mensagem, tiver de qualquer forma, conhecimento deste homenzinho, agradeço desde já que me deixam mensagem ou comentário a través o blog.
Obrigada Aqui vai o emblema de Loriga, já muitíssimo antigo !
Lindo, não é ?!
![]() | ||||
quinta-feira, 8 de março de 2012
Silêncio natural
E eu gosto dela quando não há ninguém e que se pode ouvir o silêncio da natureza, aquele silêncio onde se ouve o farfalhar das folhas provocado pelo vento, o chilrear dos pássaros ao redor, a música da água que corre entre as pedras, o zumbido dos insectos quando passam pelos nossos ouvidos, aquele silêncio que nos faz sentir um bem estar interior e esquecer a feiúra da humanidade.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Quietude
Um pouco de calma antes da grande maré turística...
Praia Fluvial
Nas faldas da serra
Imponente e altaneira
Se ergue a nossa terra.
Entre urzes e pinhais,
Giestas, tojos, carquejas,
Escuto o trinar das aves,
O cantar da água,
Que salta de pedra em pedra
Desce sem temer a serra
Enchendo os poços sussurrando:
Vem, vem, vem....
Branca, pura, cristalina
D'uma frescura sem igual
Convida-te loriguense
A dela vires desfrutar.
Uma praia fluvial
Com bandeira de distinção
É orgulho que se deve
Ao nosso bairrismo sem par.
Tu,que és amante da terra
Que fica nas faldas da serra
Usa este cartão de visita,
Honra esta distinção.
Torna este lugar aprazível
Com a tua colaboração
Tudo pode ser possível.
Uma praia tão natural
E única em Portugal.
Eugenia Gomes 1999
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
As minhas meninas
Nostalgia destes meus momentos
Nostalgia desta minha infância esquecida
Nostalgia desta inocência que era minha
Nostalgia que não me faz esquecer estes meus sofrimentos

Nostalgia desta minha infância esquecida
Nostalgia desta inocência que era minha
Nostalgia que não me faz esquecer estes meus sofrimentos
Emanuel disse... Querida amiga como a nostalgia nos faz lembrar de tantos momentos na nossa infância a inconsciência o sonho da felicidade longínqua de uma idade perdida numa busca incessante do desejo de esperança de um futuro melhor.Quantas vezes nos perdemos a nossa identidade porque a nossa consciência nos faz refletir no absurdo da nossa existência ,ontem o que era sinceridade se tornou fingimento e que era sonho se tornou realidade pois tudo se tornou em emoções solidão, tédio, angústia, frustração,mas essa a vida de um ser humano que busca no passado soluções que apenas atenuam a dor no presente .Mas quando se e criança tudo e fácil preenchidos por dias de brincadeiras e noites de sonhos com o passar do tempo crescemos o tempo cada vez fica mais escasso as responsabilidades crescem e aí que sentimos saudades da infância e invade-nos aquela nostalgia e nos assusta como foi tão rápido chegar a adulto e pensarmos que ainda ontem brincávamos hoje tudo mudou o mundo se transformou o sonho se tornou realidade hoje nos tornamos adultos que tantas vezes o sonhamos ser.
Que mundo ingrato este que nos tira o sonho e nos deixa apenas a saudade de recordar momentos esses que ninguém nos pode tirar .Felicidades amiga que encontres o que procuras nas tuas memorias de menina e que te faça atenuar esse sofrimento ,bjs
domingo, 22 de janeiro de 2012
De lado a lado
Ao lado duma porta, há sempre uma janela, continuamos com a originalidade das lindas portas e janelas de Loriga
Fernando Melo disse...Portas e janelas,aberturas para a vida exterior e interior...
A. Moura Brito disse... ... as casas da minha infância! Uma memória de longa duração que permanece viva e atuante. Cada pedra sobreposta, é um sinal imemorial dos seus patronos e das suas vidas vividas sem cessar. Boas apostas de registo material! Obrigado...Um ab.
Emanuel disse...Por uma porta se entra numa casa , dentro dela se abre uma janela onde tudo se vê aparentemente marcadas por momentos únicos que cada um passou ,por memorias de outros tempos que o tempo se encarregou de talhar em cada uma podemos olhar como seria a historia as suas vivências que as marcaram que nos fazem recordar e nos transportam para o passado.Memorias vivas de um passado presente que nos fazem admirar cada pormenor cada detalhe ,pois são esses detalhes que as fazem únicas e originais ,um abraço
A. Moura Brito disse... ... as casas da minha infância! Uma memória de longa duração que permanece viva e atuante. Cada pedra sobreposta, é um sinal imemorial dos seus patronos e das suas vidas vividas sem cessar. Boas apostas de registo material! Obrigado...Um ab.
Emanuel disse...Por uma porta se entra numa casa , dentro dela se abre uma janela onde tudo se vê aparentemente marcadas por momentos únicos que cada um passou ,por memorias de outros tempos que o tempo se encarregou de talhar em cada uma podemos olhar como seria a historia as suas vivências que as marcaram que nos fazem recordar e nos transportam para o passado.Memorias vivas de um passado presente que nos fazem admirar cada pormenor cada detalhe ,pois são esses detalhes que as fazem únicas e originais ,um abraço
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Variações da Porta Fechada
Sempre achei que havia uma certa originalidade nas portas de Loriga
emanuel disse... E a originalidade de cada uma que nos faz parar e admirar e observar os pormenores que se destaca em cada uma , imaginar que por tras de cada porta de certeza absoluta que deve haver uma historia ou varias ao longo dos tempos da sua vida.
Fernando Melo disse... Excelente lembrança, todos passam por elas e ninguém lhes liga...
Fernando Melo disse... Excelente lembrança, todos passam por elas e ninguém lhes liga...
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Rebento
emanuel disse... Tanta coisa se poderia dizer de um rebento poderíamos chamar o renovar de uma nova vida ,como se tudo começa-se de novo, o brotar de uma semente fruto de uma paixão enfim a esperança de uma nova vida que as vezes tanto procuramos.
Nuno Mendes Alves Pereira disse...linda foto,faz-me lembrar um presepio,que me transporta aos tempos da minha infancia,esta quietude da noite e como um elexier para o espirito,parabens,Dulce,bjs.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Retorno
Depois desta pequena ausência voluntária, deixando passar novembro que para mim é um mês morto e negro, volto de novo à vida e à luz...a luz incandescente de Loriga!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Jo for ever
Dia 09 de Novembro, dia que mais detesto...
Um ano... 12 meses que te perdi para sempre.
Te dou a tua liberdade, deixando-me presa de ti.
Pouco a pouco vais desvanecer deste mundo do visível para entrar no mundo do interior do meu Eu, no coração mesmo do meu Coração.
A tua marca permanecerá indelével em qualquer caso, em qualquer lugar, em nós, em mim, em casa, na Terra como no Mar e no Universo.
Teu invólucro mortal ardeu, deixando apenas a Essência de ti mesmo, tua Alma.
Veloma Malala ako
♥♥♥
Te dou a tua liberdade, deixando-me presa de ti.
Pouco a pouco vais desvanecer deste mundo do visível para entrar no mundo do interior do meu Eu, no coração mesmo do meu Coração.
A tua marca permanecerá indelével em qualquer caso, em qualquer lugar, em nós, em mim, em casa, na Terra como no Mar e no Universo.
Teu invólucro mortal ardeu, deixando apenas a Essência de ti mesmo, tua Alma.
Veloma Malala ako
♥♥♥
- emanuel disse... Como o tempo passa mas nada mudou dentro de si,seus sentimentos continuam intactos ,mas lembre-se que a nossa vida e apenas uma passagem transitória neste mundo de sofrimento , mas a vida do nosso espírito e eterno. Ficaram os sentimentos e recordações de quem parte são eles que nos confortam nestes dias de angústia.
- Este poema foi evocado no dia do seu funeral, dia 18 de novembro 2010 na igreja de St Abin lès Elbeuf :
-
"A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou,
siga em frente,
a vida continua,
linda e bela como sempre foi."Sto Agostinho - Poema em francês :
Subscrever:
Mensagens (Atom)








