LORIGA

Nasci numa pequena terra chamada Loriga, situada a 770 m de altitude na Beira alta ao meio da maravilhosa e luzente Serra da Estrela. É uma localidade muito pitoresca, situada num vale e circundada de montanhas que encantam os nossos olhos pela a sua beleza tanto ela é rara: coberta de pinheiros, salpicada de castanheiros, mimosas, giestas, urzes e outras plantas serranas. Uma fauna e flora espectaculares!

domingo, 19 de agosto de 2012

Zomby World


A vida é um trajecto muito tortuoso para cada um de nós, por vezes ela nos desafia com a morte.
Mas a conexão com aqueles que infelizmente já là estão no outro mundo nunca morre.

"The Zomby World connection never dies"
"Que é o homem, para que tanto o engrandeças ?
E de repente destruí-lo!!!"

1)Caveira no portão do cemitério novo na Nossa Senhora da Guia
2)Caveira no portão do cemitério antigo na Nossa Senhora da Guia

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A casota


A casa de xisto...esta casa miniatura é feita com pedra de xisto.Representa uma casa da muito linda aldeia do Piodão, situada numa encosta da serra do Açor, contigua à serra da Estrela.
Foi feita por a minha tia Conceição que gosta muito de trabalhos artesanais.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Passeio numa tarde de verão

Passeio numa tarde de verão, ribeira a cima, ribeira a baixo...
Ah juventude, se me pudesses contar...
Tarde de agosto de 1983, decidimos todos, primos e primas e amigos etc, fazer uma pequena caminhada ao longo da ribeira da Nave. Para cima, para baixo...là começamos a ir para baixo, queríamos descer até Loriga ! Saltávamos de rocha em rocha como as cabras! No entanto, um dos meus primos, de repente fez um salto para trás!
"- Está aqui uma víbora ! Já não desço mais !"
"- Oh,isso não é uma víbora, é mais certo ser uma cobra-d'água-viperina !"
Pronto, acabou-se assim a expedição ! Que grandes aventureiros éramos !
Então, o resto da banda desiludida voltou para cima...
Ficamos no poço, uns a olhar os que se banhavam !

A apreciar o murmúrio da natureza...que bom quando não há ninguém para alterar este som tão melodioso !
Là vamos nós todos para baixo, direcção:Loriga
Arregaçar as calças para não as molhar...
Os heróis da serra !
Pouco tempo depois desta, caí na água, que fiquei toda molhada dos pés à cabeça!
A minha camisola está a secar !
E eles,contentes a chapinhar na água como as crianças !
Um tronco que serve de boia para o bebé grande !
Eu toda arreganhada de frio, como é possível eles poderem permanecer de baixo da água tão fria da cascata ?! Brrrrrrrrr!
"- Tà boa,anda,vem tu também!"

sábado, 7 de julho de 2012

A enigma das máscaras.


A enigma das máscaras: esculpidas pelo meu falecido Jo, durante as férias no mês de agosto de 1985, com ramos caídos na alameda das palmeiras no bairro da Petrogal (antiga Sacor), Bobadela.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Um vídeo que o meu primo Joaquim me tinha dedicado em 23 de dezembro de 2007, nesse momento gostei muito da sua apresentação da praia fluvial de Loriga achando-a muito original...e que hoje acho bem partilhar com os amigos de Loriga, do grupo da Praia fluvial de Loriga no FB e do universo inteiro...
Ó Quim, não fiques chateado, não ?!


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Emblema

Brasão de Loriga

         Há pouco tempo recebi uma mensagem a través FB dum bairrista do bairro da Sacor na Bobadela (hoje este bairro chama-se Petrogal mas já foi nomeado noutros tempos mais recuados, bairro Salazar ). Este senhor, Henrique José Simões Dias, me fez esta pergunta que publico aqui  com sua autorização :

* Desculpe esta abordagem, mas como me convidou para o grupo Loriga, queria perguntar-lhe uma coisa, uma vez que morou no Bairro da Sacor: se havia mais gente dessa terra que tenha lá morado?

É que eu tenho uma recordação de infância (não posso precisar, mas talvez com 6 ou 7 anos), de um senhor já com alguma idade, homem simples e bem disposto e que eu acho que andou a trabalhar no Bairro por algum tempo, mas não sei em quê. E sei que ele foi à terra dele (Loriga - da qual dizia maravilhas), e prometeu trazer prendas para os miúdos. Quando ele regressou, eu estava doente com aquelas doenças dos miúdos, e estava de quarentena sem poder sair de casa. Ora nesse tempo não havia televisão nem nada para a gente passar o tempo. E ele pediu à minha mãe para me ir ver e levou-me um livrinho para pintar, e aquilo caiu-me tão bem que ainda hoje me recordo. Então passei o resto dos dias deliciado a colorir o livrinho.

E hoje andei à procura de umas relíquias de outros tempos, e deparei-me com um emblema (tipo pin) da Loriga. Julgo que tenha sido ele que me deu, ou então ao meu irmão.
E tudo isto, para tentar saber quem era este senhor, e se trabalhou lá nas obras, nos jardins ou na apanha da azeitona, ou na poda das árvores?
Desculpe este "testamento", e desde já agradeço por qualquer ajuda que me possa prestar.
Cumprimentos.

Depois de eu lhe ter dado reposta, tornou a mandar-me mensagem :

Agradeço-lhe imenso as diligências efectuadas, e pode crer que ajudou sim. Eu era muito pequenino, e também não me recordo de mais pormenores. Mas estou em crer que ele fosse dos ranchos que vinham apanhar a azeitona, pois julgo que isto se passou num inverno.
Quanto ao emblema aí vai (frente e costas).
Com os melhores cumprimentos.
...e só tenho é a agradecer por todo o empenho relacionado com esta minha história de infância. E confesso que já não importa se a pergunta ficar sem resposta, pois uma coisa fiquei a saber: nessa terra há gente boa, ainda que anónima.

Se algum loriguense (ou outra pessoa que não seja de Loriga) que leia esta mensagem, tiver de qualquer forma, conhecimento deste homenzinho, agradeço desde já que me deixam mensagem ou comentário a través o blog.
Obrigada

Aqui vai o emblema de Loriga, já muitíssimo antigo !
Lindo, não é ?!






quinta-feira, 8 de março de 2012

Silêncio natural

E eu gosto dela quando não há ninguém e que se pode ouvir o silêncio da natureza, aquele silêncio onde se ouve o farfalhar das folhas provocado pelo vento, o chilrear dos pássaros ao redor, a música da água que corre entre as pedras, o zumbido dos insectos quando passam pelos nossos ouvidos, aquele silêncio que nos faz sentir um bem estar interior e esquecer a feiúra da humanidade.





Contribuição humana = vergonha.
Ainda há muito que fazer para mudar as mentalidades afim de preservar a natureza que nos é oferecida .

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Quietude

Um pouco de calma antes da grande maré turística...

Praia Fluvial

Nas faldas da serra
Imponente e altaneira
Se ergue a nossa terra.
Entre urzes e pinhais,
Giestas, tojos, carquejas,
Escuto o trinar das aves,
O cantar da água,
Que salta de pedra em pedra
Desce sem temer a serra
Enchendo os poços sussurrando:
Vem, vem, vem....
Branca, pura, cristalina
D'uma frescura sem igual
Convida-te loriguense
A dela vires desfrutar.
Uma praia fluvial
Com bandeira de distinção
É orgulho que se deve
Ao nosso bairrismo sem par.
Tu,que és amante da terra
Que fica nas faldas da serra
Usa este cartão de visita,
Honra esta distinção.
Torna este lugar aprazível
Com a tua colaboração
Tudo pode ser possível.
Uma praia tão natural
E única em Portugal.

Eugenia Gomes 1999

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As minhas meninas

Nostalgia destes meus momentos
Nostalgia desta minha infância esquecida
Nostalgia desta inocência que era minha
Nostalgia que não me faz esquecer estes meus sofrimentos



Emanuel disse... Querida amiga como a nostalgia nos faz lembrar de tantos momentos na nossa infância a inconsciência o sonho da felicidade longínqua de uma idade perdida numa busca incessante do desejo de esperança de um futuro melhor.Quantas vezes nos perdemos a nossa identidade porque a nossa consciência nos faz refletir no absurdo da nossa existência ,ontem o que era sinceridade se tornou fingimento e que era sonho se tornou realidade pois tudo se tornou em emoções solidão, tédio, angústia, frustração,mas essa a vida de um ser humano que busca no passado soluções que apenas atenuam a dor no presente .Mas quando se e criança tudo e fácil preenchidos por dias de brincadeiras e noites de sonhos com o passar do tempo crescemos o tempo cada vez fica mais escasso as responsabilidades crescem e aí que sentimos saudades da infância e invade-nos aquela nostalgia e nos assusta como foi tão rápido chegar a adulto e pensarmos que ainda ontem brincávamos hoje tudo mudou o mundo se transformou o sonho se tornou realidade hoje nos tornamos adultos que tantas vezes o sonhamos ser.

Que mundo ingrato este que nos tira o sonho e nos deixa apenas a saudade de recordar momentos esses que ninguém nos pode tirar .Felicidades amiga que encontres o que procuras nas tuas memorias de menina e que te faça atenuar esse sofrimento ,bjs

domingo, 22 de janeiro de 2012

De lado a lado

Ao lado duma porta, há sempre uma janela, continuamos com a originalidade das lindas portas e janelas de Loriga

Fernando Melo disse...Portas e janelas,aberturas para a vida exterior e interior...

A. Moura Brito disse... ... as casas da minha infância! Uma memória de longa duração que permanece viva e atuante. Cada pedra sobreposta, é um sinal imemorial dos seus patronos e das suas vidas vividas sem cessar. Boas apostas de registo material! Obrigado...Um ab.

Emanuel disse...Por uma porta se entra numa casa , dentro dela se abre uma janela onde tudo se vê aparentemente marcadas por momentos únicos que cada um passou ,por memorias de outros tempos que o tempo se encarregou de talhar em cada uma podemos olhar como seria a historia as suas vivências que as marcaram que nos fazem recordar e nos transportam para o passado.Memorias vivas de um passado presente que nos fazem admirar cada pormenor cada detalhe ,pois são esses detalhes que as fazem únicas e originais ,um abraço